ansiedade é uma resposta emocional normal a situações stressantes ou ameaçadoras

 

É uma sensação desagradável de preocupação, medo ou tensão que pode ser leve ou intensa. Alguns de nós temos ansiedade de forma moderada antes de um evento importante, como uma entrevista de emprego ou uma apresentação, enquanto outros podem sentir ansiedade grave e constante, que pode afetar a sua capacidade de realizar tarefas diárias.

 

Ter ansiedade é diferente de sentir uma preocupação normal, e como melhor podemos explicar é que esse sentimento de ansiedade desproporcional à situação e afeta a qualidade de vida. Pode ser sentida fisicamente através de aceleração cardíaca, sudorese, tensão muscular e dores de cabeça; ou emocionalmente através de irritabilidade e mudanças de humor repentinas, tristeza ou medo.

 

Existem vários tipos de ansiedade:

 

  • Transtorno de ansiedade generalizada: caracteriza-se por ser uma preocupação excessiva e constante, sem motivos aparentes, sobre eventos ou atividades quotidianas. Segundo o SNS24, “Falamos em perturbações de ansiedade quando existe um medo grave, desproporcionado, que perdura há pelo menos 6 meses e que têm um verdadeiro impacto na vida quotidiana, com interferência com a capacidade de normal funcionamento do indivíduo.” O transtorno de ansiedade generalizada pode levar a problemas de sono (insónias), dificuldade de concentração e fadiga física e mental;

 

  • Uma fobia específica: medo intenso e exagerado de um objeto ou situação específica, como aranhas, alturas ou multidões. Esta situação é tão intensa (e superior a um medo comum) que nos pode levar  a evitar certas situações e afetar significativamente a qualidade de vida;

 

  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): é caracterizado por pensamentos repetitivos e obsessivos (obsessões) e comportamentos repetitivos ou rituais (compulsões) que são difíceis de controlar. Entre os mais comuns estão a organização metódia, o lavar as mãos frequentemente, arrancar (e até comer cabelos), roer as unhas, tiques nervosos, etc;

 

  • Transtorno de pânico: é caracterizado por ataques de pânico repentinos e intensos, que trazem tanto sintomas físicos –  como sudorese, tonturas e aceleração cardíaca – como emocionais:  medo de morrer ou perder o controlo, desrealização/despersonalização por exemplo;

 

  • Transtorno de stress pós-traumático (TEPT): desenvolvido após uma experiência traumática, como um acidente, violência ou abuso. É caracterizado por flashbacks, pesadelos e evasão dos estímulos relacionados ao evento traumático.

 

Podemos perceber que a causa da ansiedade é mais complexa do que podemos ver a olho nu. E pode incluir fatores biológicos, genéticos, ambientais e psicológicos. Alguns estudos sugerem que os níveis de certos neurotransmissores, como serotonina e dopamina, podem estar desregulados nas pessoas com ansiedade.

 

E existem evidências de que os fatores ambientais, como stress (e traumas referidos acima) podem desencadear ou agravar a ansiedade.

 

Uma coisa, é certa, o desfecho do vários tipos de ansiedade resulta num perda de qualidade de vida significativa e é recomendado aconselhamento profissional especializado.

 

Existem diversas formas de tratamento para os diversos tipos de ansiedade, incluindo:

 

  • Psicoterapia: tratamento que tem por base o diálogo com um psicólogo ou psiquiatra para ajudar a identificar e modificar pensamentos e comportamentos negativos relacionados à causa da ansiedade.  A  terapia cognitivo-comportamental (TCC),  é especialmente eficaz para tratar a ansiedade;

 

  • Medicação: existem vários tipos de medicamentos que podem ajudar a controlar os sintomas, como ansiolíticos e antidepressivos. É importante lembrar que estes medicamentos devem ser prescritos e monitorizados por um médico. É importante reforçar que uma abordagem holística de medicação e acompanhamento psicológico é muito mais eficaz do que cada uma das abordagens sozinha. Os medicamentos têm o papel de “moldar” o nosso cérebro para que este receba e processe melhor a informação passada em terapia.

 

  • Exercício físico: a atividade física regular pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar o estado de espírito;

 

  • Meditação e técnicas de relaxamento: são cada vez mais as pessoas que optam por integrar na sua rotina técnicas de relaxamento, meditação, mindfulness, como parte do seu tratamento;

 

  • Mudanças no estilo de vida: mudanças simples, como melhorar a qualidade do sono ao evitar o uso de cafeína e álcool (naturalmente estimulantes) e manter uma alimentação saudável, também podem ajudar a controlar a ansiedade.

 

Sublinhamos que a ansiedade é uma condição tratável e que com a ajuda porfissional adequada, podemos aprender a gerir os sintomas e melhorar exponencialmente a nossa qualidade de vida.

Se costuma sentir ansiedade excessiva ou persistente, é importante que procure ajuda de um profissional da saúde mental.

Além dos tratamentos mencionados acima, existem outras formas de lidar com a ansiedade, incluindo:

 

  • Escrever num diário (journalling): escreva sobre os seus pensamentos e sentimentos, este exercício pode ajudar a identificar padrões e gatilhos de ansiedade;

 

  • Conectar-se com outras pessoas: fazer amizades e manter contato com pessoas queridas pode oferecer suporte emocional e ajudar a sentir mais apoiado(a);

 

  • Invista em hobbies: manter-se ocupado(a) com atividades que gosta.  Artesanato, desporto ou leitura são atividades que ajudam a distrair, o que é ótimo para nos fazer “esquecer” da ansiedade e melhorar o  estado de espírito;

 

  • Desenvolver uma perspetiva positiva: aprender (e treinar!) a ver as coisas de forma diferente,  concentrar-se nas coisas boas da vida.

 

É importante lembrar que somos todos diferentes, e o que pode funcionar para um pode não funcionar para outro.

 

O tratamento da ansiedade tende a ser personalizado de forma atender às necessidades individuais de cada um. É, por isso, importante trabalhar com um profissional de saúde mental para encontrar o melhor tratamento para si e não fazer o que outro alguém fez e resultou.

 

Além disso, nunca é demais lembrar que esta é uma condição comum e não é um sinal de fraqueza ou uma falha da sua parte. Procurar ajuda é um sinal de força e coragem e é importante lembrar que não está sozinho(a) nesta luta.

 

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Perguntas Frequentes – tipos de ansiedade:

 

O que pode desencadear ataques de pânico?

Ataques de pânico podem ser desencadeados por stress intenso, traumas ou até mesmo aquela chávena de café a mais.

 

Como a terapia cognitivo-comportamental ajuda na ansiedade?

É como uma maratona de entendimento emocional, ao trabalhar para mudar padrões de pensamento negativos.

 

A ansiedade pode desaparecer completamente com tratamento?

Podemos gerir a ansiedade, desaparecer completamente talvez não. Mas a jornada é aprender a conviver com esta condição e não deixar que a domine ou prejudique a sua qualidade de vida.

 

Qual a relação entre alimentação e ansiedade?

Certos alimentos podem ser verdadeiros super-heróis contra a ansiedade, como os ricos em ômega-3 e magnésio.

 

É possível ultrapassar a ansiedade sem medicação?

Claro! Terapias, mudanças de estilo de vida e autocompaixão são armas poderosas na luta contra a ansiedade.

 

Adote a terapêutica que o seu profissional de saúde lhe indicar.